A biodiversidade brasileira garante ao país grande potencial para o desenvolvimento do setor de biotecnologia, um dos mais promissores da economia e que apresentou rápido crescimento nos últimos anos.
Conforme aponta a Fundação Biominas, empresas de biotecnologia são aquelas cuja atividade comercial principal é a aplicação tecnológica que utiliza organismos vivos, sistemas ou processos biológicos, na pesquisa e desenvolvimento, na manufatura ou na provisão de serviços especializados. Essas empresas podem ser divididas em sete categorias: saúde humana (kits de diagnóstico, vacinas, curativos e peles artificiais, etc.); saúde animal (kits de diagnóstico, vacinas, transferências de embriões, etc.); agricultura (clonagem de plantas, diagnóstico molecular, melhoramento genético, etc.); meio ambiente (biorremediação, tratamento de efluentes e áreas degradadas); bioenergia, insumos (enzimas, kits para extração de DNA); e misto (kits de diagnóstico para doenças humanas e animais).
Pesquisa realizada em 2008, pela mesma fundação, identificou 253 empresas privadas de biociências no Brasil, 43% delas (110 empresas) de biotecnologia. O conjunto das empresas de biociências ou ciências da vida é mais amplo do que o de biotecnologia, pois inclui segmentos como serviços de validação de novos medicamentos (ensaios pré-clínicos e clínicos) e o desenvolvimento de dispositivos médicos de última geração, que não se enquadram na definição estrita de biotecnologia e vêm assistindo uma ampliação de sua importância no país.
Líder no setor, o Estado de São Paulo abriga 38% das empresas de biociências nacionais e 39% das de biotecnologia. Três importantes municípios paulistas estão entre os que mais concentram as empresas de biociências: a capital do Estado (11%), Campinas (6%) e Ribeirão Preto (4%).
O polo de biotecnologia paulista é alimentado pela presença de uma ampla rede de universidades e instituições de pesquisa e por um importante contingente de mão-de-obra qualificada. Em resposta à importância representada pelos avanços que as pesquisas na área da biotecnologia podem trazer para a qualidade de vida da população e para o desenvolvimento econômico e social, as empresas e pesquisadores do setor dispõem de diversas linhas de financiamento.
Especificamente na esfera estadual, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - Fapesp tem uma linha de fomento voltada para a inovação tecnológica, que inclui programas exclusivos para os setores de biotecnologia, biodiversidade e biotecnologia molecular: o Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo - Biota-Fapesp; o Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia - Bioen; e o Programa Genoma Fapesp.
Na esfera federal, entre outras linhas de financiamento, podem ser citados o Fundo Setorial de Biotecnologia da Financiadora de Estudos e Projetos - Finep, os programas Capital Semente - Criatec e o de Apoio ao Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde - Profarma, ambos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.